28 de mar de 2017

CONQUISTA: PRESOS SÃO OBRIGADOS A CANTAR 'EU SOU PUTINHA E CAESG É BARRIL', ACUSA OAB


Conquista: Presos são obrigados a cantar 'eu sou putinha e Caesg é barril', acusa OAB
Detentos do Conjunto Penal de Vitória da Conquista, no sudoeste, seriam obrigados a cantar versos em que se xingam e ao mesmo tempo exaltam a Polícia Militar. A denúncia foi feita pela seccional de Vitória da Conquista da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia (OAB-BA). Em reportagem da Folha de São Paulo, é relatado que o fato ocorre em dias de revista. Seminus, os presos são postos em fila. Quem não canta “eu sou putinha e a Caesg é barril”, acaba apanhando. Caesg é a Companhia de Ações Especiais do Sudoeste e Gerais da PM baiana. De acordo com a OAB, há também relatos de espancamentos, utilização de spray de pimenta nas celas, teasers (armas de choque) e uso de cães de grande porte para intimidação. Os problemas foram constatados em visita ao presídio no dia 20 de fevereiro, acompanhado do Conselho da Comunidade para Assuntos Penais. À época, alguns presos apresentavam feridas e hematomas de aspecto recente. Ainda no novo presídio de Conquista, a OAB cobra do governo da Bahia a investigação da morte de um preso, ocorrida em 12 de fevereiro. O detento dividia a cela com mais seis presos. O presídio tem capacidade para 513 internos e não tem superlotação, conforme informou a ordem dos advogados. Em nota, a Polícia Militar informou que "não há registro na Ouvidoria ou na Corregedoria da PM-BA acerca de denúncia sobre a atuação de policiais militares no presídio de Vitória da Conquista". A PM ainda declarou que o enfrentamento da Caesg "contra a criminalidade pode ser uma das motivações dessas denúncias a priori infundadas". Segundo a corporação, "não há registros concretos das práticas relatadas, referentes a atuação da unidade operacional especializada na condução das revistas nos presídios, logo, a PM-BA não irá tolerar a tentativa de criminosos macularem a imagem da tropa em decorrência das ações desenvolvidas para coibir a prática delituosa"
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