29 de nov de 2017

RIBEIRÃO DO LARGO: FORÇA-TAREFA RESGATA 19 MANTIDOS COMO ESCRAVOS EM FAZENDA

 Ribeirão do Largo: Força-tarefa resgata 19 mantidos como escravos em fazenda
Dezenove trabalhadores rurais mantidos em condição semelhante à de escravos foram resgatados nesta segunda-feira (27) em uma fazenda de Ribeirão do Largo, sudoeste baiano. Os trabalhadores foram encontrados na fazenda Vitória, de propriedade de Gilvandro Froes Marques Lobo e seu filho Rodrigo Filadelfo Lobo. Os dois serão responsabilizados por todas as irregularidades encontradas. Uma denúncia levou a força-tarefa da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia ao local. Dos 19 trabalhadores, que atuavam na roçagem do terreno e manejo do gado, só um, o vaqueiro da fazenda, tinha carteira de trabalho assinada. Todos dormiam em casas sem energia, sem água encanada, sem banheiros e sem acesso a água potável. Eles também não tinham qualquer tipo de proteção como luvas, máscaras para aplicação de defensivos agrícolas, que eram armazenados o mesmo local em que dormiam. As camas também eram improvisadas, feitas pelos próprios trabalhadores, que levavam de casa colchões e roupas de cama. A alimentação e o local para as refeições também não eram garantidos. Na fazenda, um dos trabalhadores, responsável por recrutar e pagar os empregados, mantinha uma pequena venda que fornecia produtos alimentícios e de higiene, além de medicamentos para dores musculares, muito consumidos pelos lavradores. Esses produtos eram adquiridos e descontados do pagamento.  Nesta terça-feira (28), os resgatados foram atendidos na sede do Fórum de Itambé para regularização de documentos e para receber as guias que darão direito a receber seguro-desemprego por três meses. A ação foi desencadeada por representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho do Brasil (MTB) e da Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJCDH), com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com o resgate, as vítimas receberão seguro-desemprego e a rescisão do contrato de trabalho, além se suporte da rede de assistência social.
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