21 de jun de 2016

Goleiro Bruno se casa com dentista em presídio de Belo Horizonte

(Foto: Alex de Jesus/O Tempo/AE)

O goleiro Bruno Fernandes casou casamento com a dentista carioca Ingrid Calheiros, no último sábado (18), em cerimônia realizada dentro da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), de Santa Luzia, cidade localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Conforme informações do advogado Lúcio Adolfo, houve tanto o casamento civil quanto o casamento religioso. Ele contou que a cerimônia foi celebrada por uma pastora. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que mantém parceria com as APACs, a cerimônia foi realizada pela Igreja Quadrangular (evangélica) e tem "efeito civil". Ainda conforme o tribunal foram convidados parentes e amigos dos noivos, além de voluntários da APAC. O setor informou que eles foram previamente selecionados por meio de uma lista apresentada à direção da unidade. O casamento teve acompanhamento de uma banda de louvor. Não foram permitidas fotos do ato. Após a cerimônia, foi servido um almoço aos participantes. A refeição, preparada anteriormente pelos voluntários e recuperandos do regime semiaberto, não teve o cardápio divulgado. Segundo o TJ-MG, já foram realizadas nesta unidade quatro cerimônias de casamentos que contaram ao todo com a participação de 17 casais. As visitas íntimas confinados nessa APAC ocorrem quinzenalmente. De acordo com o TJMG, além de Bruno, outro preso, que na Apac é chamado de recuperando, casou-se neste sábado. Na época do assassinato de Eliza Samudio, em 2010, o goleiro era casado com Dayanne Rodrigues, de quem se separou após o crime. Ela também respondeu pela acusação de sequestro e cárcere privado do filho de Bruno com Eliza Samudio, mas foi absolvida pela Justiça mineira. Bruno Fernandes foi condenado pela Justiça de Minas, em março de 2013, a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador. Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. 
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