2 de set. de 2020

COM AJUDA DA INTERPOL, BAIANO É PRESO NA ESPANHA POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

 

Um baiano investigado por tráfico internacional de drogas na Operação Olossá foi preso na Espanha, onde estava morando. Ele foi detido por cumprimento de mandado de prisão que contou com o apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Victor Souza foi preso na última semana, mas as informações só foram divulgadas na terça-feira (1º). De acordo com a Polícia Federal (PF), responsável pela operação, ele foi o único integrante da quadrilha preso no exterior.A PF detalhou que Victor começou como "mula", como são chamadas as pessoas que levam droga escondida na bagagem para outros locais. Depois disso, ele passou a ser responsável por receber os entorpecentes. As investigações da polícia apontam ainda que ele faz parte de uma organização criminosa especializada no transporte de cocaína para a Europa e Ásia. Victor vai responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além do mandado de prisão que deteve Victor, foram expedidos mandados outros dois mandados: um para ser cumprido Espanha e outro para a Tailândia. Esses ainda não foram cumpridos.A 2ª fase da Olossá foi deflagrada no dia 12 de agosto, para combater o tráfico internacional de drogas. A investigação da operação começou em maio de 2019, a partir de denúncias recebidas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A PF detalhou que em maio de 2019, quando as investigações começaram, a polícia descobriu que o proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas usava o estabelecimento para aliciar as mulas e que ele era o principal integrante da quadrilha nessa função.Mala com drogas eram escondidas em bagagens para serem levadas à Europa foi apreendida durante operação em março deste ano. Esse homem, que não teve identidade divulgada, providenciava as passagens, documentos e dinheiro para custeio da viagem. A PF apurou ainda que cada pessoa que fazia o transporte da droga recebia R$ 20 mil se conseguisse transportar os entorpecentes sem ser preso. A Polícia Federal estima que cada transporte realizado poderia gerar lucro de quase R$ 500 mil. Durante toda a investigação, antes da operação ser deflagrada, dez pessoas foram presas quando tentavam embarcar para o exterior com cocaína escondida na bagagem. O G1 registrou várias dessas prisões. Uma delas aconteceu em janeiro, quando um homem foi preso com cocaína escondida em mala no aeroporto de Salvador, enquanto tentava embarcar para era Portugal.No mês de fevereiro, um casal também foi preso com cocaína na mala, com destino ao mesmo país. Ainda em fevereiro, outro casal foi preso com quase 13 kg de cocaína no aeroporto de Salvador, também tentando embarcar para a Europa. Dessa vez, o destino era a Suíça, mas também havia uma parada em Portugal. No mês de março, mais uma mulher foi detida em flagrante no aeroporto de Salvador, transportando cocaína no fundo falso da mala, também seguindo para o país português. Outras três pessoas foram presas enquanto faziam a entrega das malas para as "mulas". Em março deste ano, a primeira fase da operação teve cinco pessoas presas entre Salvador e Ipiaú, na Bahia e Ananindeua, no Pará.
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