22 de jul. de 2021

VARIANTE DELTA FAZ EUROPA TEMER ‘OUTONO SOMBRIO’ E REDISCUTIR RESTRIÇÕES


As férias de verão europeu começam a esquentar, mas o continente “caminha sobre gelo fino”, para usar a expressão escolhida pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, em referência à expansão da variante delta . O mutante, cuja capacidade de infecção é no mínimo o dobro da do Sars-Cov-2 original, levou apenas um mês para se tornar dominante no Reino Unido, primeiro país da Europa a que chegou, em abril. Em seguida, atravessou o canal da Mancha e hoje está em todos os países acompanhados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) na Europa. Na previsão de especialistas, a variante delta pode ser responsável por 70% dos novos casos da Europa em agosto e 90% em setembro, tornando a próxima estação ainda mais sombria. O risco é de “um ressurgimento mortal no outono” segundo o diretor regional da entidade, Hans Kluge. Ele aponta para a combinação entre uma variante mais contagiosa e a maior interação humana: 36 dos 53 países acompanhados pela entidade retiravam restrições no começo deste mês. A liberação de viagens turísticas lotou aeroportos, aviões e trens, e grandes eventos voltaram a acontecer. Nas últimas duas semanas, o Festival de Cinema de Cannes reuniu 28 mil inscritos, sem contar os milhares de pedestres que se aglomeraram nas calçadas na esperança de ver celebridades.
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